A obra A busca do Jesus histórico, escrita pelo teólogo-médico-missionário-musicista, Prêmio Nobel da Paz de 1953, Albert Schweitzer, é uma pesquisa acerca das diversas contribuições realizadas ao longo do século XIX com o intuito de estabelecer uma vida de Jesus sob a perspectiva histórica. Uma tentativa de preencher uma lacuna deixada por quase dezoito séculos em que a Teologia demonstrou indiferença por esse também importante lado da vida do Messias.
Trata-se, acima de tudo, de um trabalho avaliativo da história da honestidade intelectual de inúmeros teólogos que, por se dedicarem à tarefa de investigar o Jesus histórico e produzirem biografias aparteadas dos simples relatos isolados de seu nascimento, de alguns espetaculares prodígios, de sua morte e ressurreição, pagaram um preço alto, e não raro, perderam posições sociais, foram banidos da prática do ensino em universidades, ou acabaram por viver no isolamento da incompreensão. No entanto, nenhum deles deixou de expressar sua paixão pela figura de Jesus, o Homem cuja vida destruiu e construiu a humanidade, estabelecendo os rumos históricos das civilizações que chegaram ao terceiro milênio.
A leitura da obra conduz o leitor a refletir sobre o homem de Nazaré, realizador de milagres, que se revelou messianicamente, que ensinou a ética do reino de Deus e ofereceu-se voluntariamente para consumar a sua obra por meio de uma morte vicária, mas também a pensar sobre a força espiritual, que Dele jorra com sua natureza ética para fluir no cotidiano da civilização, revigorando o cristianismo e dando-lhe o sentido ordenador da História. Os apontamentos, naturalmente, levarão o leitor a concluir, assim como o autor, que, no fim, não há tarefa histórica que revele o verdadeiro interior de um homem como a de descrever uma Vida de Jesus.
Albert Schweitzer was born into an Alsatian family which for generations had been devoted to religion, music, and education. His father and maternal grandfather were ministers; both of his grandfathers were talented organists; many of his relatives were persons of scholarly attainments.
Having decided to go to Africa as a medical missionary rather than as a pastor, Schweitzer in 1905 began the study of medicine at the University of Strasbourg. In 1913, having obtained his M.D. degree, he founded his hospital at Lambarene in French Equatorial Africa, but in 1917 he and his wife were sent to a French internment camp as prisoners of war. Released in 1918, Schweitzer spent the next six years in Europe, preaching in his old church, giving lectures and concerts.
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