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Os Dez Mandamentos, por Cornelius Van Til: Uma excelente exposição do Decálogo
Sumário
Introdução — Pressupostos
O Primeiro Mandamento — Religião
O Segundo Mandamento — Adoração
O Terceiro Mandamento — Revelação
O Quarto Mandamento — O Sabath
O Quinto Mandamento — Autoridade
O Sexto Mandamento — Vida Humana
O Sétimo Mandamento — Pureza
O Oitavo Mandamento — Propriedade
O Nono Mandamento — Verdade
O Décimo Mandamento — Desejo

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Introdução — Pressupostos

1. O principal pressuposto da lei moral é o teísmo Cristão. A única pergunta suprema que aparece momentaneamente quando a lei é tema de discussão é se a lei é autossuficiente ou se ela repousa sobre personalidade absoluta. A questão colocada desta maneira, obriga-nos a ser ou teístas Bíblicos ou Pragmáticos. Lei que não repousa na personalidade absoluta deve ter se originado a partir do continuum espaço-tempo de um universo autossuficiente e é, por esse motivo, suficiente em si mesma. A questão entre o teísmo Cristão e outro pensamento não é o de personalidade, porque isso pode significar não mais do que a lei ser baseada na personalidade humana, ou pelo menos, personalidade finita. As Escrituras contemplam a lei como o anúncio de Deus como personalidade absoluta.

Como corolário deste pressuposto segue-se que a totalidade do universo espaço-temporal é criada por Deus. As leis que existem neste universo criado são manifestações do plano de Deus. A uniformidade da natureza sobre a qual a ciência tanto fala não existe em independência de Deus, mas existe como uma expressão de um Deus que ordena. Deus é imanente em Sua criação. Se alguém quebra uma lei da natureza, quebra uma lei de Deus. A indiferença para com qualquer lei, seja essa lei física ou normal, é uma ofensa a Deus. Definir a lei em oposição a Deus é como colocar uma criança em oposição ao seu pai. Esse foi o pecado do Deísmo. Por outro lado, um Deus absoluto não pode ser identificado com a lei no universo temporal. John Fiske tenta interpretar a teologia de Atanásio desta forma, a fim de mostrar que o “Teísmo Cósmico” é realmente o teísmo bíblico. Se a interpretação de Fiske fosse verdadeira, a personalidade absoluta teria que ser — embora isso seja impossível — negada pelo teísmo. Identificar a lei com Deus é identificar uma criança com seu pai. Esse foi o pecado do Panteísmo.

Novamente segue-se a partir do pressuposto teístico de um Deus absoluto que a lei na história é expressiva de um propósito de Deus. Outrossim, uma visão deísta da história envolve uma separação arbitrária de Deus e das leis na história incorrendo na destruição de ambos. Por outro lado, uma visão panteísta da história envolve uma identificação arbitrária de Deus com as leis da história, o que também incorre na destruição de ambos. Tanto o Deísmo quanto o Panteísmo buscam elevar a lei, mas ambos destroem a lei em sua tentativa de elevação. O Teísmo, ao elevar a Deus, também elevou a lei.
Kindle Edition, 77 pages

Published April 7th 2016 by O Estandarte de Cristo

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